Práticas Matemáticas Visuais
Neste blog tenho por objetivo escrever sobre as minhas pesquisas, bem como publicar textos sobre reflexões atuais.
sábado, 6 de junho de 2015
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
O uso do Computador e novos paradigmas.
O perfil do professor sem dúvida mudou, vivemos em uma sociedade em que estudar é algo fundamental para o exercício de uma cidadania com dignidade, porem nem sempre estamos motivados a estudar. Nesse sentido Perrenoud explica “cada professor espera alunos que se envolvam no trabalho, manifestem o desejo de saber e a vontade de aprender.” A democratização dos estudos trouxe para as salas de aula alunos heterogêneos. O professor se depara agora com alunos com pouca vontade de aprender, mas inseridos no ambiente escolar.
Nesse sentido cabe ao professor a responsabilidade pela motivação de seus alunos, segundo o autor, é preciso instigar nos alunos a vontade de aprender, ou seja, é preciso envolver os alunos em sua aprendizagem e em seu trabalho. Nesse sentido Perrenoud cita algumas competências: suscitar o desejo de aprender, desenvolver no educando a capacidade de auto-avaliação; negociar com os alunos as regras, os contratos; oferecer atividades opcionais; favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno.
Conforme o autor, o ensino hoje deve partir do interesse do aluno, nesse caso acredito que para o uso do computado o professor deve ter um perfil progressista. O professor deve ser um guia, orientador do professo educativo, ele não é o dono do conhecimento, mas sim um mediador, o qual deve dispor meios para aluno apropriar-se do conhecimento. Nesse caso, as tecnologias são ferramentas para apropriação de conteúdos científicos, e interligá-lo a prática social, pois o conteúdo separado do seu contexto não é significativo para o aluno.
Mas será que esses professores estão preparados para tal mudança, se muitos em sua formação pedagógica, não tiveram contato com tecnologias, e outros mesmo tendo ainda possuem aversão a qualquer tipo de tecnologia. Nesse impasse Araújo, adverti:
O valor da tecnologia na educação é derivado inteiramente da sua aplicação. Saber direcionar o uso da Internet na sala de aula deve ser uma atividade de responsabilidade, pois exige que o professor preze, dentro daperspectiva progressista, a construção do conhecimento, de modo contemplar o desenvolvimento de habilidades cognitivas que instigam o aluno a refletir e compreender, conforme acessam, armazenam, manipulam e analisam as informações que sondam na Internet. (2005, p. 23-24)
Não basta colocar nas escolas, sofisticados laboratórios de informática, mas sim é preciso formar o professor para aprender a ensinar utilizando estes meios da melhor forma possível. É preciso quebrar a barreira entre o computador e sala de aula, tornando-o algo simples e cotidiano na vida escolar do aluno e do professor. Mas como fazer isso? Utilizando- o, é preciso fazer uso, para poder perceber a contribuição didática desde equipamento.
Algumas escolas públicas brasileiras possuem computadores e acesso a internet, porém sabemos que não é a realidade de todas. E ainda há outro empecilho, pois as escolas que já possuem, não dispõem de profissionais habilitados na área para auxiliar os professores, os laboratórios ficam jogados e quando há uma falha técnica, é preciso contratar um profissional para concertar, o que nem sempre é possível, pois nem sempre há recursos financeiros disponíveis.
Para utilizar os computadores na prática pedagógica, é preciso planejamento, pesquisa e empenho, pois não temos uma formação para tal prática. Já utilizei o computador e ainda utilizo quando possível, pois é preciso criatividade e pesquisa. Utilizo os computadores nos conteúdo de estática, na construção de gráficos, e com as funções, também na construção de gráficos, mas ainda é muito pouco, acredito que poderia explorar muito mais o uso dos computadores dentro da Matemática. Visto que o ensino se torna atrativo, quando inovado.
O desejo de aprender como cita Delannoy (1997) apud Perrenoud, sugere que algumas pessoas têm o prazer em aprender por aprender, gostam de dominar dificuldades, superar obstáculos. Nesse caso, o papel do professor é o de propor desafios intelectuais, de forma lúdica, oferecendo situações estimulantes e interessantes. É quando dizemos que o aluno pode aprender brincando, totalmente diferente do ensino tradicional. Carvalho explana sobre a rejeição pelo “ensino tradicional” principalmente pelos professores em formação, porém apesar de tantas repulsas sobre o este tipo de ensino, ainda continua-se fazendo em sala de aula o que se fazia há 60 anos atrás. Podemos ver que existem muitos discursos e críticas sobre o ensino tradicional, porém a prática continua a mesma.
Percebo que minhas práticas ainda estão voltadas para o ensino tradicional, porém faço algumas tentativas no intuito de inovar, percebo que sempre que introduzo algo novo, há aprendizado por parte dos educandos. O que me anima a pesquisa novas práticas, e buscar inovações. Sempre que seleciono conteúdos, proponho em meus objetivos, a aprendizagem voltada para a realidade. Não me preocupo com a quantidade de conteúdos, mas sim com a qualidade e principalmente com a metodologia, pois é preciso contextualizar. Mostrar para educando o conteúdo cientifico dentro da realidade, se aluno obtiver este conhecimento, então concluo que houve aprendizagem.
Referências
ARAÚJO, Rosana Sarita de. Contribuições da Metodologia WebQuest no Processo de
letramento dos alunos nas séries iniciais no Ensino Fundamental. In: MERCADO, Luís Paulo Leopoldo (org.). Vivências com Aprendizagem na Internet. Maceió: Edufal, 2005.
CARVALHO, Ana Maria P. & Perez, Daniel Gil. Formação de professores de Ciências: Tendências e inovações. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1995, p 38 -40.
PERRENOUD, Fhilippe. Dez novas competências para ensinar. São Paulo: Artmed, 2000. pg. 67-77.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
O uso do Fórum como ferramenta interativa no Ead
Pesquisando sobre o assunto em discussão – fórum. De acordo com Gerson Pastre de Oliveira, o fórum no papel de ferramenta inserida no contexto de um ambiente virtual mediado por computadores, pode ser visto como um elemento assíncrono de envio de mensagens em rede,ou seja, o aluno expõe a sua contribuição e o colega ou professor pode responder em um tempo mais de intervalo de tempo. As colaborações são “destinadas, na maioria das vezes, a um grupo de pessoas habilitadas ao acesso das mesmas, cujos “direitos” são definidos por um organizador, participante ou não das interações promovidas (designer, em algum nível, e/ou administrador – um termo apropriado das definições vigentes em redes computacionais dos mais diversos tipos).”
Também para o autor, em um curso oferecido através de um ambiente virtual de aprendizado colaborativo, o fórum pode ser definido como um espaço de discussões em torno de temas propostos por seus participantes. Diante disto o mesmo afirma que: “ o fórum parece ser o instrumento mais adequado para o aprofundamento reflexivo dos usuários do ambiente mencionado.”
Ou ainda:
(...) o fórum é o espaço central da ação na disciplina on-line. É no fórum que todos os alunos têm a grande chance - impossível no chat e na aula presencial - de dizer o que pensam e se posicionarem diante do que está sendo trabalhado no curso. Este espaço privilegiado é a essência do curso virtual porque ele é assíncrono, tem espaço aberto para a participação de todos (democrático) e as mensagens podem ser recuperadas e rediscutidas a qualquer momento, mesmo as postas na primeira semana do curso
A principal característica exposta pelo autor é fórum como ferramenta assíncrona, pois para ele O tempo comunicacional, assíncrono, favorece semelhante postura, em um espaço potencialmente livre de conflitos.
Fonte: http://www.pucsp.br/tead/n2/pdf/artigo3.pdf
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Alternativas para Ning
Com a notícia de que a Rede Ning vai ser um espaço pago, muitos educadores que o utilizam para atividades com os alunos, ficaram preocupados, já que as escolas não oferecem dinheiro para pagar este tipo de atividade.
Mas, há outras alternativas:
1- O professor Xano Cebreiro, do Blog Remexer na Língua, nosso colega da Galícia, na Espanha, testou diferentes espaços e indica a rede social:
WackWall
Segundo o prof. Xano "Wackwall é software social na rede que, sen ser tan potente como Ning, permite crear comunidades con todas as ferramentas de interacción necesarias (agás os grupos) e sen publicidade ningunha"
Além disto, o WalkWall apresenta um plugin para migração do Ning.
Li os termos de uso e o blog.Há informações sobre a criação de contas premium que serão pagas, mas as contas básicas gratuitas serão suficientes para uso.
Veja a rede que o prof.Xano já criou, clicando aqui.
É experimentar para ver.Clique aqui para conhecer o WalkWall .
2- Outra alternativa, de uma rede social brasileira, é o Peabirus, que vem crescendo muito e já foi usado pela professora Denise Vilardo, para trabalhar com os alunos, durante o recesso causado pela gripe suína.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
A Educação o Marco dos Processos de Integração Regional
Diante da cita exposta acima e doas aportes teóricos trabalhados até o momento, percebemos que a educação tem sido a dimensão chave em qualquer cenário de processo seja ele o cambio, a globalização. É perceptível que até mesmo no cenário de mercado, a educação tenha um valor econômico. Vimos em mundo em que velocidade dos acontecimentos tem transformado e o ser humano em um ser nada humano, tornando um ser egoísta, o qual vive sozinho, competindo com o outro. Então nos perguntamos: o que a educação pode fazer para interferir de forma positiva no processo de integração? Pensamos que a educação em si, deve formar o ser humano para a vivencia, torná-lo um bom cidadão, prepará-lo para viver de forma participativa na sociedade, e o mais difícil, ser solidário em um mundo tão fragmentado.
Qual é preocupação dos governantes em relação à educação como instrumento de navegação para uma integração positiva em um mundo tão fragmentado? Garzón assinala a comparabilidade dos planos de estudo dos países, com o propósito de identificar os pontos positivos e negativos de convergência e divergência na prioridade de ensino e aprendizagem que tem estabelecido os governantes dos paises como necessário para que as crianças e jovens possam ser preparados para o exercício da cidadania, do trabalho e seu desenvolvimento pessoal e assim assegurar a iguladade de oportunidades. A autora afirma que os nove países do Convenio Andrés Bello, se movem pela busca de uma maior igualdade social e na construção de capacidades nacionais para a competitividade internacional. É perceptível, no Brasil, a presença do cambio, a partir dos anos 90, com a formulação da Lei e Diretrizes e Bases da Educação Brasileira, a qual tem por objetivo a reforma do ensino, como o princípio da formação de cidadãos aptos para uma vida social e para o mercado de trabalho.
Nesse sentido Garzón menciona que o sistema educativo se pode entender como um conjunto de princípios comuns institucionalizados de organização administrativa mediante os quais, as ações respondem à necessidade de uma maior adaptação do serviço educativo as exigências sociais e condições do mundo moderno.
Conclusão
A integração na educação é um fator extremamente importante e necessário. Temos que pensar que a formação dos nossos jovens, precisa corresponder ao nível de desenvolvimento atual. Para isso, os planos de estudos atuais devem mover o ensino para um trabalho de descobertas de construção. A educação acompanha a sociedade podendo integrar-se a uma sociedade planificada. Formar cidadãos com a capacidade de lograr o mundo, sendo indivíduos críticos e reflexivos, através da metodologia do sistema educacional, da base curricular e da gestão educativa de um país.
Nesta sociedade, a possibilidade de trabalhar em um mundo globalizado requer a capacidade do ser humano de aprender a aprender. Sabemos que o ser humano deve ter a competência de aprender para a vida toda, podendo assim encarar um mercado de trabalho competitivo.
Como o sistema de educação pode fazer para que a educação seja realizada de acordo com o mundo moderno? Delors aponta alguns pontos chaves para que isso seja possível termos uma educação de qualidade, onde haja aprendizado para uma vida toda, vejamos algumas ferramentas:
• Educação básica para todos;
• Possibilidade de alternância;
• Flexibilidade do sistema (respeito às diversidades);
• Reter o aluno, para que não haja evasão;
• Interdiplinariedade dos conteúdos;
• Educação de forma transversal.
Referências
Delors, Jacques; Prólogo del libro de la UNESCO “La educación encierra um tesoro”, Editorial Santillana, Madrid, 1996.
Fabara Garzón, E; Myriam y Carrizona, J; “ Hacia la integración educativa”, CAB, Santafé de Bogotá, 2002, pp 15-55.

